segunda-feira, 4 de maio de 2015
Parem de colocar Cristo nessa cruz decorativa,
ostentada em milhares de templos religiosos,
e de ficarem se sentindo participantes dessa encenação macabra,
como atores principais, coadjuvantes e figurantes,
que chorando e tristes, numa sexta-feira da Paixão,
procuram os culpados de ontem e de hoje
para não se sentirem os traidores do Mestre.
Porque o queremos imobilizado e sangrando numa cruz?
Que não profetize mais?
Que não denuncie a maldade humana?
Que não se coloque do lado do pobre, do injustiçado?
Que não derrote a maldita morte e seus algozes autorizados?
Basta de tanto sangue jorrando no chão
e nas milhares de cruzes no sertão e na cidade!
Que caiam de nossos olhos lágrimas de arrependimento e conversão.
Já não mais te pedimos, Mestre, que ressuscite dos mortos,
porque o que sabemos da vida?
da dignidade da pessoa humana?
do sofrimento, da dor, do abandono?
para te pedir que ressuscites ao terceiro dia?
Espere mais um pouco, Mestre,
até que entendamos de novo que só pode ressuscitar
quem for capaz de destruir
a fome,
a miséria,
a exploração,
as injustiças,
a corrupção,
a falsidade,
as desigualdades sociais,
os preconceitos,
a morte em si mesmo.
Crucificamos tantos,
matamos tantos,
perseguimos tantos,
desprezamos tantos,
torturamos tantos,
e esperamos o dia do jejum,
com o rosto hipócrita, desfigurado piedosamente,
para nos escandalizarmos e nos revoltarmos
com a crucifixão do jovem de Nazaré.
Mas no silêncio da nossa consciência, gritamos:
Crucifica-o! Crucifica-o! Crucifica-o!
E pior: nos julgamos ternos, inocentes,
merecedores da remissão dos pecados
e do banquete dos eleitos do Pai.
Deixe, Mestre, o túmulo continuar vazio
porque mais vazios de esperança, de fé, estamos nós.
Sentados à beira do túmulo,
ansiosos pela manifestação do grande e definitivo milagre,
após o terceiro dia de espera,
estão milhares e milhares de teus seguidores.
A paixão mais cruel que atormenta o coração humano
é quando ele crucifica no seu coração outro ser humano,
com a certeza que este ser jamais foi filho, filha de Deus.
Que ninguém mais necessite subir ao Calvário nesta noite tenebrosa
para ver o Crucificado dá o último suspiro,
mas que todos corram à planície
para a grande festa da irmandade
onde homens e mulheres, de todas as raças, línguas e nações,
se encontraram com o Mestre,
e dançaram alegremente o canto da fraternidade universal:
“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. A única e verdadeira Ressurreição!
terça-feira, 17 de junho de 2014
VIDA E MORTE: ENIGMA DA EXISTÊNCIA HUMANA
Nascer e morrer são condições da vida que jamais consegue-se fugir e, o amor é compensação para aceitar-se a morte. Sabe-se que a dor nasce da vida e que a vida é uma história de dor, pois sem motivos sempre se quer sofrer.
A morte realiza uma importante condição; deixar de ser o que é, pois a partir do momento que uma pessoa morre, não pode ser mais o que era. A vida é uma luta pela existência e o pior sentimento é a certeza de sermos vencidos, pois a morte é o fim, tudo se resume nela.
Muitas pessoas não dão valor à vida e acabam vivendo de maneira triste e isoladas da sociedade, o que facilita a morte, pois a solidão deprime o coração o do indivíduo, e ele tende a ficar mais vulnerável à morte.
Gleciane Santana Teixeira
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Qual é a luta constante entre a força da
vida e do amor contra a morte e a destruição?
Desde as
mais primitivas manifestações do homem na sociedade já era possível perceber
seu manifesto pela sobrevivência, fato esse registrado ao longo do tempo
histórico nas variadas épocas e lugares bem como, na ciência e religião que
servem até hoje de base fundamental para uma boa convivência social, no que
tange à compreensão e realização de atividades individuais ou partilhadas para
o bem comum de todos.
No entanto,
atualmente percebe-se que aos poucos os valores têm sido esquecidos por uma
grande maioria das pessoas, o que faz com que reflitamos sobre o bem maior que
temos que é a Vida. Percebemos que a luta constante pela vida está cada vez
mais difícil devidos a diversos fatores que influenciam em classes da
sociedade, sobretudo, o da classe média e baixa, sendo essa última a que se
encontra a maioria dos problemas, tais como: habitação, emprego, saúde,
saneamento básico, educação e segurança.
Todavia faz-se
necessário lembrar que alguns órgãos e instituições fazem sua parte social por
essas pessoas, e é através dessas que a força da vida e do amor ao próximo
ressurge e faz com que as esperanças de uma vida melhor seja possível à partir
do respeito e solidariedade. Temos no nosso meio um recurso muito importante de
auxilio para conscientização das pessoas neste ponto, que é a mídia, e agora
mais recente as tecnologias de informação com a internet. Pois se essa consegue
levar informações de todo tipo de violência e destruição em frações de minutos
a toda parte do mundo, poderia também ser utilizada para coibir a violência e
direcionar para campanhas de amor e fraternidade.
Finalizando
podemos dizer que a luta constante entre a força da vida e do amor contra a
destruição e morte depende única e exclusivamente de cada um de nós que temos o
dever de cultivar e realizar nossas funções no meio social para com o outro e o
meio ambiente. A partir da mudança interior que vai refletir em nossas ações
diante de determinada situação ou pessoa, ainda que essa venha nos ofender
diretamente.
Luciano Lima
Ferreira (12522 -19 - UEMA)
Nascer e
morrer são condições da vida que jamais se consegue fugir e, o amor é
compensação para se aceitar a morte. Sabe-se que a dor nasce da vida e que a
vida é uma história de dor, pois sem motivos sempre se quer sofrer.
A morte realiza uma importante condição; deixar de ser o que é, pois a partir do momento que uma pessoa morre, não pode ser mais o que era. A vida é uma luta pela existência e o pior sentimento é a certeza de sermos vencidos, pois a morte é o fim, tudo se resume nela.
Muitas pessoas não dão valor à vida e acabam vivendo de maneira triste e isoladas da sociedade, o que facilita a morte, pois a solidão deprime o coração do indivíduo, e ele tende a ficar mais vulnerável à morte.
A morte realiza uma importante condição; deixar de ser o que é, pois a partir do momento que uma pessoa morre, não pode ser mais o que era. A vida é uma luta pela existência e o pior sentimento é a certeza de sermos vencidos, pois a morte é o fim, tudo se resume nela.
Muitas pessoas não dão valor à vida e acabam vivendo de maneira triste e isoladas da sociedade, o que facilita a morte, pois a solidão deprime o coração do indivíduo, e ele tende a ficar mais vulnerável à morte.
Gleiciane Santana
Texeira (UEMA)
A vida do
ser humano é um mero piscar de olhos. Estamos constantemente lutando entre a
vida e a morte, que é algo inevitável para todos.
Durante toda a nossa vida estamos
propícios a estresse excessivo e outros fatores que podem afetar a mente, podem
ocasionar distúrbios mentais.
Uma pessoa normal tende-se a se
sentir bem e a se sentir feliz, dependendo do convívio do dia-a-dia. Existem também
os momentos de tristeza e fraqueza (física e emocional) que pode nos levar à
“destruição”. Um caso que se encaixa nesses padrões é a depressão, um distúrbio
da mente que nos faz indagar muitas coisas sobre o que somos, sobre o que
queremos. Muitas vezes leva-nos a indagarmos sobre a vida, se continuamos a
viver ou se morremos.
Esse distúrbio, essa psicose é uma
luta constante entre a vida e o amor contra a morte e destruição.
Hugo Vieira
Pereira (UEMA)
Buscamos
explicação para a vida e a morte, pois nelas encontramos medos que nos fazem
agir de maneiras às vezes adversas. No entanto pesa nelas o esclarecimento de
vários fatores, como o que fazemos? E de que maneira iremos busca o que
desejamos? E se no final do mesmo o que restará? E se há realmente um final? Nessa
busca constante enfrentamos vários obstáculos, pois nela queremos a felicidade.
Nessa busca às vezes passamos por várias lutas seja ela no que enfrentamos diariamente
ou em relacionamentos que temos seja ele amoroso ou parental.
Tudo
na vida tem que se ter uma definição tanto pra se viver, como pra morrer, pois
nela queremos o melhor, a forma que buscamos esse objetivo e que definirá o
quando iremos evoluir no processo da mesma, pois através dessa evolução e que
encontramos o caminho que nos poderá leva a conquista do que queremos ou até
mesmo a destruição de nós mesmos. A conquista dessa evolução não afetara só a
nós, mas todos a nossa volta, passando assim passaram a se sentirem melhor ao
nosso lado, mas à destruição também irá afetar a todos, pois participam da vida
dos afetados por ela trazendo em vez de alegrias, tristezas, a falta de
esperança e o descontentamento de todos principalmente o que foi afetado.
Ricardo
Lopes Silva (1252216 – UEMA)
Em meio ao
mundo em que vivemos hoje, existe uma batalha constante sobre a força da vida e
do amor, a morte e destruição está prevalecendo. As pessoas não querem saber do
amor ao próximo, a maldade, a crueldade está tomando de conta das pessoas, se
possível elas são capazes de passar por cima de tudo e de todos, para alcançar
seus objetivos. Mas com tudo isso que o mundo nos apresenta, ainda é viável que
busquemos em Deus nosso refúgio para que possamos ser vencedores, uma vez que a
morte tentou vencer o amor de Jesus, mais ele venceu e ressuscitou, e quer nos
dar uma nova vida; mais é preciso que sejamos diferentes e possamos praticar o
amor.
Francisco Wilson
da Silva (1252223 – UEMA)
No
cotidiano, existe uma grande luta, onde a geração de hoje não possui mais o amor
com próximo. Essa briga é constante onde a morte e a destruição leva uma
vantagem, isso porque os jovens vêm destruindo suas vidas através das drogas,
sexo, enfim, deixando o costume como era de antigamente, aonde iam a igreja,
respeitavam ao próximo. Hoje quando vão as igrejas são com outras intenções,
não é para conversar com o Pai, mas sim esperar a hora de acabar a missa, o
culto ou qualquer que seja a forma de se comunicar com DEUS e sua religião.
Isso está
acontecendo por causa do capitalismo em que estamos vivendo, você vale o que
tem, status, dinheiro, enfim, rara são as pessoas que conversam com seus
vizinhos, ajuda-os, faz uma caridade, sem pensar no que vai ganhar em troca.
Mas creio eu que dias melhores estão por vim, que o mundo irá mudar, pessoas voltaram
a se falar, vidas não irão se perder como estão se perdendo numa destruição em
massa por causa das drogas e prostituição.
Emerson Fellype
Sousa Nunes (1252213 – UEMA)
Viver é um
ato divino, em que tudo e todos se rendem ao verdadeiro sentido da vida: amar e
ser amado.
Dayse Andressa
Vilanova dos Santos (UEMA)
Helder
das Chagas Costa (UEMA)
Nascer e
morrer são condições da vida, e se equilibram, formando os dois polos, as duas
extremidades da existência do ser humano e ao seu redor giram todas as suas
manifestações. Como por exemplo, podemos usar aqui um dos símbolos das
mitologias hindu, a mais sábia de todas, dá como atributo a Silva, o Deus da
morte e da destruição, um colar de caveiras e o “ligam”, órgão e símbolo da
geração, pois o amor é a compensação de morte, e um ao outro se neutralizam.
A
individualidade do homem tem tão pouco valor que nada perde com a morte, há
alguma importância nas características gerais da humanidade, que são
indestrutíveis. Se concedessem ao homem uma vida eterna, o homem ao passar do
tempo sentiria tanta repugnância por ela que acabaria desejando a morte, farto
da imutabilidade de seu caráter e de seu ilimitado entendimento. Se exigíssemos
a imortalidade pediremos um erro porque a individualidade não deveria existir,
e o verdadeiro fim da vida é livrar-nos dela. Se não houvesse penas e
trabalhos, acabaria o homem por enfastiar-se, e voltaria a sofrer as dores do
mundo em tudo o que se encontrasse ao seu alcance. Num mundo melhor o homem não
se sentiria feliz, essencial seria fazer com que ele seja o que não é, isto é,
transforma-lo completamente. A morte realiza a principal condição: deixar ser o
que é; tendo isto em conta, lhe conceberia a necessidade moral. Ser colocado
noutro mundo, e mudar inteiramente de ser, é no fundo uma só e mesma coisa.
Seria conveniente que a morte, que destruiu uma consciência individual, e
reanimasse de novo dando-lhe uma vida eterna.
A vida e a
morte, nascer e o morrer, é o maior jogo de dados que conhecemos; ansiosos,
interessados agitados assistimos a cada partida, porque a nossos olhos tudo se
resume nisso.
Limarcos
da Costa Reis (UEMA)
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Uma
Filosofia pode ser transformada em ideologia?
Partindo do principio de alguns autores a ideologia se
caracteriza pelo poder de convencimento no uso de argumentos nos quais alimentam
a mente humana sobre determinado assunto. Já a filosofia estuda os problemas fundamentais relacionados ao conhecimento,
à verdade
entre outros, buscando a verdade através de uma investigação critica teórica.
Portanto, partindo desses conceitos a filosofia, um campo
tão amplo de estudo, não pode ser transformada em uma ideologia, pois a partir
do momento que adotamos uma ideologia significa que estamos abordando
determinado tema com uso de nossos argumentos e ponto de vista critico. Já a
filosofia ao estudar diferentes assuntos está colocando à “mesa” seus
argumentos partindo esses de seus princípios e conhecimento sobre o tema a ser
abordado, entretanto em vários pontos de vista filosóficos, pois a filosofia a
ser adotada pelos seres se diferencia em argumentos e pontos de vista próprios.
Acadêmico: Jean Carlos
Brito dos Santos (UEMA)
Uma
Filosofia pode ser transformada em ideologia?
Esta é uma pergunta muito interessante, e
para respondê-la partiremos do conceito do que venha a ser a Filosofia,
exclusivamente como ciência do pensamento, e da Ideologia como resultado de uma
visão filosófica. A filosofia é uma ciência que parte do esforço para
compreender a realidade, isto é, ela busca a verdade a parti do próprio
pensamento, examinando se o tal é coerente com a realidade ou não.
A
ideologia por sua vez, é formada a partir de uma visão filosófica, que parte
intrinsecamente do esforço de se compreender a realidade, sendo assim a
filosofia não pode ser tida como uma ideologia, já que esta última depende do
fazer filosófico para que possa existir, pois primeiramente nascem as ideias,
para depois virem os princípios ideológicos que são adquiridos a partir de um
esforço essencialmente filosófico.
Acadêmico: Raimundo
Wellington Santos (UEMA)
Uma
filosofia pode se transformar em uma ideologia como?
A
ideologia nos mostra uma consciência de produzir um consenso coletivo, uma
aceitação geral comum a todos que giram em torno de certas teses e valores, com
isso ela generaliza para toda a sociedade aquilo que corresponde aos interesses
específicos dos grupos ou classes de pessoas dominantes, difundido como se
fosse o uma coisa boa a todos. Ela tenta mascarar a visão ocultando a origem
dos interesses sociais específicos que nascem da divisão da sociedade em
classes.
Com
esse conceito eu vejo que a
filosofia tenta explicar a ideologia, porque ideologia, nem sempre é uma ideia
pessoal, ela na maioria das vezes, é uma
ideia imposta por nós sociedade, na própria sociedade, um exemplo claro sobre
esta questão são perguntas simples que podemos nos perguntar que são perguntas
totalmente ideológicas como: Porque eu
devo usar roupa de marca marca? Por que o jeito que eu vivo e esse? O tempo
todo nós somos influenciados pela sociedade, no nosso pensamento, no nosso
jeito de ser, que possui uma ideologia, uma ideia antes já imposta, que nós
adotamos para nos adaptarmos a sociedade. Então para mim a doutrina filosófica
é totalmente teoretica não deixando de ser verdadeira enquanto a ideologia e
fictícia.
Acadêmico: Felipe Pereira
da Silva Filho (Cod: 1253208 - UEMA)
quinta-feira, 29 de março de 2012
Educação e desigualdade social
Levando em conta que educação seja um sistema que tem a finalidade de moldar, preparar e tornar cidadão aquele indivíduo que convive em sociedade ou grupo, e que a desigualdade social parta do princípio onde a sociedade é dividida em classes sociais a partir do seu status (na maioria deles o econômico é o mais representativo e mais decisivo). Pois bem podemos então comparar também o ensino público, destinado a uma massa social com o ensino privado que é destinado à um grupo específico dessa massa social. Com tais conceitos vamos conseguir notar a ideologia pertencente a cada tipo de educação citada.
Educação pública é centrada no pensamento que o governo admite, ou seja, ideologias e sistematizações ligadas diretamente às idéias dos mesmos, de uma forma simples pode – se dizer então que o conhecimento é controlado diretamente através dos livros expostos nas escolas, tendo tal ponto de partida como a base da formação intelectual do ser, notamos uma carência existente no pensamento e uma necessidade de conhecimento que é suprida por migalhas e restos de idéias jogadas e absorvidas pela classe.
Enquanto que na educação privada são adotados os livros com uma visão mais extensa e muito mais crítica, fazendo com que o pensamento seja de uma forma ou de outra transformado, cujo o objetivo seja a maior acumulação e assimilação de conhecimento, fazendo assim um aproveitamento do conhecimento adquirido de um modo crítico trazendo à tona os questionamentos e as dúvidas, preparando ainda mais a classe para a ascensão social.
Podemos então refletir, a educação está ligada intimamente com a desigualdade social, se percebermos que a sociedade é divisível, então cada classe terá sua especificidade educacional; tendo essa especificidade a educação de cada classe será restrita sempre à ela, ou seja, não abrangerá nunca as outras classes sociais, então o pensamento, as idéias, a ideologia, e os métodos transmitidos a cada classe social servirá como principal característica dessa classe, fazendo assim ascender ou decair na pirâmide social.
ACADÊMICO: RICARDO GERMANO DA SILVA FERREIRA
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